– O caso ROLEX-
CALMA! NÃO SE TRATA DE PREÇO.
A percepção de VALOR, aqui considerada, é um balanço feito pelo cliente por meio de seus critérios –objetivos e ou subjetivos- a respeito de benefícios –tangíveis e ou intangíveis- gerados pela compra do produto e ou serviço.
Quando Michael Porter afirma que “A Vantagem Competitiva surge fundamentalmente do VALOR que uma empresa tem condições de criar para o seu mercado consumidor”, ele estimula a criação de estratégias para que no “balanço do processo de compra” o produto e ou serviço se “incline” para o lado da empresa.
EXEMPLIFICANDO: quando as Havaianas se uniu a grife italiana Dolce&Gabbana para lançar uma coleção de chinelos de luxo, essa novidade fez com que o produto, originalmente simples e barato, alcançasse um preço de R$350 o par, esgotando em apenas 48 horas. (Publicado na Startse, 25/06/24).
A “atração pelo desejo” aliada a compra de uma “marca de luxo” fez toda a diferença no resultado. Houve a “percepção de VALOR.”
O PODER DO BRAND –COMO CRIAÇÃO DE VALOR- por ANA COUTO, no livro “A (R)evolução do Branding.” (Entrevista no Brazil Journal, 12/05/24)
“Branding não é mudança de MARCA. É a disciplina que ajuda na gestão contínua do VALOR intangível da organização.”
“O branding não é uma mudança de MARCA, é uma mudança de atitude, de mindset da organização, porque a organização precisa inteira pensar no seu branding.”
“O VALOR está na fidelização do cliente, de ele saber o que significa, qual proposta de VALOR, ter fidelização emocional.”
TEM QUE ATIVAR! – a Marca, o Produto e ou Serviço –
O SISTEMA LÍMBICO conhecido como “cérebro emocional” é um conjunto de estruturas localizado abaixo do Córtex e responsável por todas as “respostas emocionais”. Trata-se de uma importante região para a aprendizagem e memorização. Desafio: a retenção permanece por poucas horas ou dias.
No livro “Rápido e Devagar –Duas Formas de Pensar-“, Daniel Kahneman considera que as “pessoas são irracionais e possuem conhecimentos insuficientes para seus processos de decisão; fazem escolhas aleatoriamente a partir de crenças, experiências e outras influências”; a partir dessa consideração o VALOR se torna imprescindível na decisão de compra até porque alguns “Estudos indicam que após um mês perdemos 50% da nossa memória de consumo”.